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as raparigas com gabelas de flores,
silêncio pautado de azul longínquo. o rosto
resplandecia em clarões fantasmas: era o tempo
o oiro cabisbaixo na noite. era a força do alecrim
nas batalhas dos demónios
a lua e a lua quieta e limpa
afagava os meninos com o canto dos lírios
Rui Duarte Mangas
as raparigas trazem braçadas de lírio
como se fossem estrelas mortas
hidra editores, s/d
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quinta-feira, 23 de abril de 2015
segunda-feira, 10 de março de 2008
[carta de minha mãe]
com as trovoadas de Maio comeremos peixes do rio
abandona a arte da subtileza e traz assobios para os cães.
os marmeleiros já têm melros e outros frutos
as mãos, que as tuas mãos regressem de monte a monte.
Rui Duarte Mangas
(“as raparigas trazem braçadas
de lírios como se fossem estrelas mortas”,
hidra editores)
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