
Cidade emparedada. Como se dentro da casa houvesse donzela, estendida no chão, a perscrutar, pelo ressoar dos cascos, a distância das tropas napoleónicas. Eis o pavor antigo de profanação da honra sorvido agora pelo (
securitário) abandono. A cidade, foz onde definha o despovoamento de mil aldeias, emigra também na barca da morte. Enigmáticos retábulos imperfeitos, tudo o que resta.
(foto de Augusto Baptista)
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