NO INACLARÁVEL
abre-se uma porta,
dela
caem em escamas as manchas da camuflagem,
repassadas de verdade.
Paul Celan
A Morte é uma flor
trad. João Barrento
ed. Cotovia, 1998
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domingo, 21 de agosto de 2016
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Encontro
Da árvore vergada
chamei
pelo nome o peixe irado.
Tracei à volta da lua branca
uma figura, alada.
Veio-me o sonho do caçador
que sonha cobrir a presa.
Castelos de nuvens sobre o rio,
é a minha voz,
luz de neve sobre as florestas,
é o meu cabelo.
Pelo céu sombrio
cheguei,
erva na boca, a minha sombra,
encostada à cerca de madeira, disse:
Leva-me de volta.
Johannes Bobrowski
Como um respirar, ed. Cotovia
Trad. João Barrento
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os dias imperfeitos
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Um jeito
Em silêncio
te vestiste
em silêncio uma vez mais
ternamente mentiste
Em silêncio
fechaste o portão
em silêncio a-
jeitaste o coração.
Ulla Haln
versão de João Barrento
A Sede Entre os Limites
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poesia,
Ulla Hahn
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Pão e sal
Não construíste uma casa?
Eu sou a tua construção
E não plantaste árvore nenhuma?
Deita-te à minha sombra
Nem fizeste nenhum filho?
Toma-me nos teus braços
Deixa que eu seja o teu pão e sal da terra.
Ulla Hahn
versão de João Barrento
A Sede Entre Os Limites, ed. Relógio D'Água, 1992
Eu sou a tua construção
E não plantaste árvore nenhuma?
Deita-te à minha sombra
Nem fizeste nenhum filho?
Toma-me nos teus braços
Deixa que eu seja o teu pão e sal da terra.
Ulla Hahn
versão de João Barrento
A Sede Entre Os Limites, ed. Relógio D'Água, 1992
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a musa está de férias,
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Ulla Hahn
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Encontro
Da árvore vergada
chamei
pelo nome o peixe irado.
Tracei à volta da lua branca
uma figura, alada.
Veio-me o sonho caçador
que sonha cobrir a presa.
Castelos de nuvens sobre o rio,
é a minha voz,
luz de neve sobre as florestas,
é o meu cabelo.
Pelo céu sombrio
cheguei,
erva na boca, a minha sombra,
encostada à cerca de madeira, disse:
Leva-me de volta.
Johannes Bobrowski
Trad. João Barrento
Como um Respirar, ed. Cotovia, 1990
chamei
pelo nome o peixe irado.
Tracei à volta da lua branca
uma figura, alada.
Veio-me o sonho caçador
que sonha cobrir a presa.
Castelos de nuvens sobre o rio,
é a minha voz,
luz de neve sobre as florestas,
é o meu cabelo.
Pelo céu sombrio
cheguei,
erva na boca, a minha sombra,
encostada à cerca de madeira, disse:
Leva-me de volta.
Johannes Bobrowski
Trad. João Barrento
Como um Respirar, ed. Cotovia, 1990
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