uma árvore cheia de sono
uma casa a dormir
a pedra distraída
um pássaro a florir
e ladra a noite ferida
põe o cães a fugir
sábado, 9 de abril de 2011
sexta-feira, 1 de abril de 2011
FOGO DOCE DOS LÁBIOS A LAVRAR NO LINHO
eu sou o outro
trago palavras das lonjuras
sabem a frutos silvestres
algumas perderam o sentido
ficaram cegas
como casas abandonadas
eu sou o outro
o que procura o burel antigo
gestos perdidos
na ténue luz da tarde
o fogo doce dos lábios a lavrar no linho
eu sou o outro
o que sempre perde
e volta ao princípio.
trago palavras das lonjuras
sabem a frutos silvestres
algumas perderam o sentido
ficaram cegas
como casas abandonadas
eu sou o outro
o que procura o burel antigo
gestos perdidos
na ténue luz da tarde
o fogo doce dos lábios a lavrar no linho
eu sou o outro
o que sempre perde
e volta ao princípio.
terça-feira, 29 de março de 2011
segunda-feira, 28 de março de 2011
GESTO ARCAICO DE NAVEGAR NOS CAMPOS
Os peixes do rio
vivos e hortelã
no cesto de vime
águas frias dobrando
açudes
o gesto arcaico
de navegar nos campos
folha de sabugueiro
em secreto bolso contra mau-olhado
os peixes do rio ainda vivos
hortelã as violetas na margem
aromatizada forma de morte
vivos e hortelã
no cesto de vime
águas frias dobrando
açudes
o gesto arcaico
de navegar nos campos
folha de sabugueiro
em secreto bolso contra mau-olhado
os peixes do rio ainda vivos
hortelã as violetas na margem
aromatizada forma de morte
Etiquetas:
palavras primaveris,
trutas
A PALAVRA É UMA BELA CEREJEIRA
povoa-se a palavra
de pequenina flor branca.
a palavra é uma bela cerejeira
se a escrevo no mês de abril.
vêm as chuvas
esborratam a brancura
se transmuta em cereja
a palavra que fica rubra
quando maio a mão escreve.
de pequenina flor branca.
a palavra é uma bela cerejeira
se a escrevo no mês de abril.
vêm as chuvas
esborratam a brancura
se transmuta em cereja
a palavra que fica rubra
quando maio a mão escreve.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
[silêncio imune]
Também eu, também,
sonâmbulo de versos
gritei em vão
para arrancar as rosas
das pedras do mundo.
Agora é a tua vez
de gelo e lume
Grita, despedaça
com lâminas na boca
esta nossa mordaça
de silêncio imune.
José Gomes Ferreira
sonâmbulo de versos
gritei em vão
para arrancar as rosas
das pedras do mundo.
Agora é a tua vez
de gelo e lume
Grita, despedaça
com lâminas na boca
esta nossa mordaça
de silêncio imune.
José Gomes Ferreira
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
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